Diversidade em contextos empresariais: o que você tem feito para incentivá-la?

25 de junho de 2020
Por  Iron English

Ao falarmos em diversidade dentro de contextos empresariais, independentemente do tamanho do negócio do qual estejamos tratando, estamos evocando uma ideia de configuração de equipes que seja verdadeiramente plural, onde não haja predomínio de uma só raça, etnia, religião, gênero, sexualidade e etc., dentre os seus colaboradores. 

Na prática, do ponto de vista da empresa, para que se consiga compor um time bastante variado, não há mistério: a diversidade deve nortear desde os momentos de recrutamento de novos colaboradores, posto que ela diz respeito também ao acesso que pessoas diferentes têm a ambientes formais de trabalho ‒ e aí vale a pena pensarmos em quantas mulheres uma empresa emprega, e quem dentre essas mulheres são mães ou planejam sê-lo, por exemplo; ou ainda quantos negros trabalham com você, quantas pessoas trans foram escolhidas em um processo seletivo quando concorriam com pessoas cis, e etc.) ‒, até a gestão dos recursos humanos, afinal, devemos observar como são as carreiras dos diferentes funcionários, quais cargos eles ocupam, seus salários, e quais foram o acesso que eles tiveram à formação profissional. 

No entanto, não podemos esquecer que, enquanto colaboradores, nós também temos nosso papel na produção da diversidade em nosso ambiente de trabalho, não só pelas características que compõem nossa individualidade, mas também, caso estejamos em uma posição de acúmulo de diferentes privilégios, pelo nosso engajamento em contribuir ativamente para com a ampliação desta causa. 

Para incentivarmos a diversidade nos espaços profissionais onde frequentamos, é preciso começar do mais básico, pelo combate a uma série de preconceitos reproduzidos no mundo empresarial, tais como “pessoas mais velhas custam mais caro para a empresa e são menos produtivas”, ou “pessoas que apresentam algum tipo de deficiência performam menos”, ou ainda “mulheres tendem a ser mais ausentes do que homens no serviço”, dentre outros tantos estigmas que ouvimos por aí.

Nos tempos atuais, contudo, não cabe mais continuarmos reproduzindo padrões de comportamento tão excludentes e sem fundamento. Devemos fazer tudo o quanto for possível e estiver ao nosso alcance para vivermos a diferença, sabendo aproveitá-la em toda a sua potencialidade, pois a diversidade não só é importante como política social, como é extremamente rica do ponto de vista corporativo. E vamos explicar porquê.

A importância da diversidade nas empresas

A união de diversas características, como gênero, idade, religião, etnia, aspectos físicos, entre outros, traz diferentes pontos de vista, vivências e opiniões que contribuem para os modos de execução das atividades de uma empresa. Consequentemente, temos, por isso, um trabalho que é realizado de forma mais eficiente, ou ainda um produto ou serviço que ganha em qualidade. Isso faz com que um negócio seja ainda mais competitivo no mercado, trazendo, assim, melhores resultados para a empresa.

A diversidade é, portanto, fulcral, sobretudo para as empresas que puderam perceber empiricamente todos os benefícios que colaboradores com diferentes características agregaram a elas. Mas cabe também aos profissionais, agora, aprenderem a valorizar a diversidade do ponto de vista individual, para que todos possam viver os benefícios da mesma na coletividade. 

No entanto, é sempre muito cômodo, e por isso mais fácil, seja em ambientes corporativos, mas  também fora deles, nos aproximarmos de pessoas que são parecidas conosco, seja por gostarem das mesmas coisas que nós, ouvirem as mesmas músicas, frequentarem os mesmos lugares que a gente, ou ainda porque tiveram experiências de vida muito semelhantes às nossas, compartilhando das mesmas origens e etc. Difícil mesmo, sabemos, é ir contra esse primeiro impulso de buscarmos apenas o que nos é semelhantes, para finalmente nos unirmos àquilo que é diferente, compreendendo, aceitando e sabendo valorizá-lo.

Nesse sentido, cada vez mais o perfil profissional desejado pelas empresa será este que sabe integrar-se à diversidade e promovê-la, porque, afinal, é isso o que esperamos da nossa sociedade como um todo e de maneira geral. Sendo assim, tanto melhor se  começarmos, então, desde já a repensar nossos hábitos, trabalhando no sentido de abrir mais espaço para o diferente.

Comece pelo respeito

Afinal, respeito é o que há de mais básico. Nada se constrói sem ele. E respeito, veja bem, não é sobre “tolerância”, mas sobre entender que não somos todos iguais, e que nossas diferenças constitutivas não devem produzir hierarquias de nenhum tipo entre nós. 

É olhar para o outro sem um desejo inquisidor de condená-lo por não ser, pensar e agir como nós somos, pensamos e agimos. É entender que há espaço para que cada um viva as suas próprias escolhas, sem que isso diga respeito às nossas opiniões pessoais, que, convenhamos, pouco contam ou importam no sentido de “validar” o que diz respeito só e somente ao outro.

Depois pela empatia

A forma mais eficiente de entendermos o diferente é tentando nos colocar no lugar do outro, fazendo um exercício de imaginação ao pensarmos sobre como o outro pode estar se sentindo, embora reconheçamos que, apesar de todo e qualquer esforço, nós nunca de fato teremos tido a experiência deste tal qual ele a conhece. 

Empatia é, portanto, a capacidade de deixarmos de lado os nossos próprios valores, de suspendermos por um momento as nossas crenças, para buscarmos compreender, livres de qualquer julgamento, os sentimentos, a realidade e a postura que concernem ao outro.

Praticar a empatia é um bom início para aprendermos a valorizar a diversidade, pois com ela passamos a compreender o outro como ele é e não como gostaríamos que ele fosse, e esse exercício diário, por mais difícil que possa ser no início, é o grande responsável, finalmente, por criar em nós a habilidade de lidarmos com diferentes pessoas em qualquer ambiente que seja, inclusive o de trabalho.

Valorizando a diversidade

A partir do momento em que você aprendeu a respeitar e a se colocar no lugar do outro, a diversidade passará a integrar sua vida de modo muito mais espontâneo que outrora. Ter uma visão mais livre de julgamentos, de preconceitos, sem que haja uma insistência sobre a não-aceitação do outro e das suas ideias, sem dúvidas, é o que faz com que isso seja possível.

Com essa nova atitude, ganha-se muito, pois aprender a enxergar o diferente com outros olhos, e ser capaz de analisar e ver o que do outro podemos aprender, trazendo suas contribuições para nossas vidas e trabalhos, é o que há de mais enriquecedor para nossas bagagem, tanto pessoal como profissional. 

Em ambientes corporativos, aprender a trabalhar com a diversidade  é necessário não só para o aprimoramento de ideias, produtos, serviços e projetos, mas é igualmente necessário para que possamos fugir à mesmice, afinal, não fosse a diversidade, todas as empresas produziriam sempre as mesmas coisas, da mesma forma, sem nenhuma inovação ou característica que permitisse a ela se destacar no mercado.

Sendo assim, busque ser você também um profissional reconhecido no mercado por saber respeitar, valorizar e aproveitar a diversidade da maneira devida.

 

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